INDÚSTRIA ELETROELETRÔNICA QUER PROTEÇÃO DO GOVERNO

A Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), dissidência política da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica-Eletrônica) que representa os fabricantes de produtos eletroeletrônicos, está defendendo a fixação de uma nova política industrial para o setor. A idéia é que essa política contemple medidas de proteção às empresas nacionais, cada vez mais pressionadas pela chegada maciça dos produtos importados. "Não queremos virar importadores. Queremos continuar produzindo aqui no país", afirmou o empresário Eugênio Staub, presidente da entidade e da Gradiente. "Todos os países têm alguma proteção para a sua indústria, menos o Brasil", acrescentou. A proteção sugerida por Staub passaria, primeiro, pela desoneração dos produtos brasileiros. A carga tributária incidente sobre itens da linha branca, como geladeiras e fogões, chegaria a 47% em relação ao preço final. A entidade também reivindica mudanças no câmbio, que passou a privilegiar as importações. Por fim, ele defendeu controle maior sobre operações de comércio consideradas desleais. A Eletros divulgou ontem o balanço de vendas do setor neste ano. Em relação a 1993, as vendas das empresas da área de eletrodomésticos deram um salto de 22,9%. Na área de eltrônicos, o aumento foi de 42,1%. O faturamento das empresas do setor chegou a US$7,5 bilhões, 23% mais do que no ano passado. As indústrias do setor planejam investir no próximo ano entre US$1 bilhão e US$2 bilhões (JB) (O Globo).