As micro e pequenas empresas evidenciaram sua capacidade de gerar novos empregos com o Plano Real. Em apenas quatro meses, o número de pessoas ocupadas nas indústrias desse segmento cresceu 7,1% (outubro em relação a junho), segundo a pesquisa Indicadores Conjunturais Sebrae-SP. No mesmo período, o nível de emprego na indústria paulista como um todo, medido pela FIESP, subiu apenas 0,54%. A terceirização tem sido um fator forte nesse processo, ao lado do setor de serviços que também absorve parcela dos empregados demitidos pelas grandes empresas. A economia informal é igualmente grande geradora de emprego, mas em escala difícil de dimensionar. Só 50% da população economicamente ativa tem carteira assinada. No que se refere aos salários reais na indústria, na média eles caíram 4,1% após o Real, devido à metodologia de cálculo dos índices de preços que "carregaram" para o mês de julho os efeitos da inflação em cruzeiros reais. Mesmo assim, em outubro, o índice de salário real nas micro e pequenas indústrias já havia se recuperado e ultrapassado o nível de junho em 1,9%. No comércio, como parte da remuneração da mão-de-obra é baseada em comissão-- e depende, portanto, do volume de vendas--, os salários reais refletiram o aquecimento das vendas: a média mensal pós- Real subiu 3,5%. O mês de outubro, comparado com junho, registra o expressivo crescimento de 18,2%, mesmo tendo registrado queda de 1,9% em relação a setembro (GM).