DESEMPREGO CRESCEU 1,4% EM OUTUBRO EM SÃO PAULO

O Plano Real animou uma parcela da população que estava fora do mercado de trabalho a procurar emprego novamente. No mês de outubro, 109 mil pessoas que tinham desistido de arrumar uma colocação, voltaram a buscar um posto de trabalho. Essa procura acabou provocando um aumento no número de desempregados, apesar da criação, no mesmo mês, de 77 mil novos postos de trabalho. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), feita pela Fundação Seade/DIEESE. A taxa de desemprego na Grande São Paulo cresceu 1,4% em outubro, passando a representar 14,3% da População Economicamente Ativa (PEA). A pesquisa indica que o nível de ocupação aumentou 1,1% em função dos novos 77 mil empregos. Deste total, 40 mil postos de trabalho foram oferecidos pela indústria, 27 mil pelo comércio, nove mil pelo setor de serviços e mil em outros segmentos. Também entre os autônomos houve ampliação da ocupação em 3,9%. Ainda de acordo com a PED, o Plano Real permitiu a recuperação dos rendimentos da população. De julho a setembro, o ganho real dos ocupados cresceu 11,2% e dos assalariados, 4,1%. Em julho, o rendimento médio dos ocupados era de R$443,00 e passou para R$493,00 em setembro deste ano. Entre os assalariados, o salário real passou de R$459,00 para R$478,00 no mesmo período. Apesar do crescimento, os salários ainda são inferiores ao mês de junho, que antecedeu a entrada do Plano Real. O rendimento dos ocupados ainda reflete uma perda de 1%, enquanto para os assalariados a diferença negativa é de 15% na comparação entre o valor recebido em setembro e o valor do mês de junho (O ESP).