COLLOR APOSTA NA AUSÊNCIA DE "CORRUPTORES"

O ex-presidente Fernando Collor de Mello aposta numa "falha" da Procuradoria-Geral da República, responsável pela denúncia, para tentar se livrar da condenação por crime de corrupção passiva. A defesa de Collor argumenta que o procurador-geral Aristides Junqueira acusa o ex- presidente de corrupção passiva, mas esquece de listar os seus corruptores. Para caracterizar este tipo de crime, os advogados que defendem o ex-presidente, Evaristo de Moraes Filho e Fernando Neves, alegam que seria necessário a identificação de três partes: 1) quem corrompeu e obteve vantagens; 2) quem intermediou o negócio e 3) quem permitiu, dentro da máquina pública, o sucesso do acerto. Para os advogados, o procurador- geral aponta somente o empresário Paulo César Farias, o PC, como intermediário, Collor como conivente com os seus negócios e falha ao não deixar claro no processo quem corrompeu e se beneficiou (FSP).