LEI DO AUDIOVISUAL JÁ FUNCIONA

Após ficar um longo período sem nenhuma política cultural definida e tendo também as portas da iniciativa privada fechadas devido à pouca viabilidade comercial de seus filmes, a situação do cinema nacional começa a dar sinais de melhora com a entrada em cena da Lei do Audiovisual. Algumas produções já estão começando a ser beneficiar da nova lei, como é o caso dos filmes "Buena Sorte", de Tânia Lamarca, e de "O Quartilho - Trocando Corações", de Luiz Carlos Barreto. Os dois filmes além de estarem se utilizando da lei para levarem adiante seus projetos, contam também com o financiamento do Prêmio Resgate do Cinema Brasileiro criado pelo Ministério da Cultura em maio deste ano. Agora, os cineastas estão entrando em contato com várias empresas para conseguir o restante do financiamento e iniciar as filmagens. Os esforços, ao que parece, não têm sido em vão. Atraídos pelas vantagens proporcionadas pela lei, tais como os incentivos fiscais que permitem a aquisição de Certificados de Investimentos sem desembolso de caixa algum e a participação na bilheteria durante um período de cinco anos, proporcional ao valor do investimento, além do marketing cultural a ser realizado com o nome do mecena, as empresas começam a se interessar. A lei estabelece que a contrapartida de recursos próprios deve corresponder a 40% do orçamento global, sendo o limite de investimento externo permitido de até 1,7 milhão de Ufir (Unidade Fiscal de Referência) por projeto, o que torna o investimento ainda mais confiável na medida em que o cineasta ou o idealizador do filme é responsável por uma parte do capital envolvido (JC).