O novo convênio entre o governo do Estado do Rio de Janeiro e a União para combate ao crime, que entrará em vigor no dia 1o. de janeiro, prevê a retirada das Forças Armadas do combate direto ao tráfico nas favelas e redefine o papel dos militares na Operação Rio. Eles terão função apenas de coordenação, deixando os cercos e as invasões dos morros para as polícias Civil e Militar, que ficarão sob comando único do futuro secretário de Segurança, general Euclimar Lima da Silva. Através da Inspetoria Geral das Polícias Militares (IGPM), o Exército reformulará a estrutura da PM do Rio e reorganizará as forças de segurança pública do estado. Segundo o porta-voz do Ministério do Exército, general Gilberto Serra, a retirada das tropas do Rio "não poderá ser traumática". O cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugenio Sales, afirmou que "a situação do Rio antes da ação do Exército era insuportável. Espero que a Operação Rio traga resultados duráveis, com ou sem presença dos militares", concluiu. Sobre denúncias de tortura nas favelas, ele está convencido de que houve falhas" durante os cercos e invasões promovidos pelos militares. "Toda tortura é algo de infame e merece total condenação, mas, pelas informações que tenho, não foi o Exército que as praticou", disse dom Eugenio (JB).