BRASIL PROTESTA CONTRA SELO AMBIENTAL DA UE

A decisão da União Européia (UE), de colocar selos ambientais em determinadas marcas de papel higênico e de papel de cozinha, para diferenciá-los de outras, cuja fabricação implicaria maior agressão à natureza, abriu mais um contencioso com o governo brasileiro. Segundo Jório Dauster, embaixador do Brasil na UE, a medida pode prejudicar as exportações brasileiras de celulose. Somente em 1992, cinco empresas (Aracruz, Bahia Sul, Cenibra, Jari e Riocell) geraram 23 mil empregos e produziram 2,1 milhões de toneladas de celulose, no valor de US$750 milhões-- 78% dos quais exportados. E a UE é o maior importador. A primeira queixa do governo brasileiro é que as discussões sobre os critérios de colocação do selo foram a portas fechadas, sem participação dos produtores e exportadores de terceiros países. Essa "falta de transparência", segundo Dauster, permitiu à UE adotar critérios europeus, que não se ajustam a outras regiões do mundo e acabam servindo como mecanismos para fechar o mercado (O Globo).