OIT DIZ QUE CRESCE O TRABALHO INFORMAL NA AMÉRICA LATINA

Entre 1990 e 1993 foram gerados 10,1 milhões de postos de trabalho na América Latina e no Caribe, mas é importante destacar que em cada 10 desses postos, oito foram criados pelo setor informal-- trabalhadores independentes, domésticos e microempresas--, informou ontem em Lima (Peru) Victor Tockman, sub-diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Depois de um período de ajuste econômico, na América Latina e no Caribe
84003 se registra uma moderada recuperação de crescimento (3,3% anual), com
84003 progressos notórios em matéria de estabilização econômica, o que
84003 permitiu reduzir o desemprego e recuperar levemente os salários reais, sustentou ao expor um estudo sobre o tema. Segundo ele, os postos de trabalho criados por esta retomada econômica foram de má qualidade porque estão sustentados em maioria no setor informal, caracterizado pela baixa produtividade". Tockman também informou que o setor moderno privado ofereceu uma frágil resposta ao aumento da oferta de mão-de-obra e só gerou 1,9 milhão no período indicado. Esta falta de dinamismo é consequência das baixas taxas de investimento e dos processos de reentruturação produtiva concentrados na redução de custos principalmente trabalhistas", assinalou. Segundo ele, o setor público, devido à redução da política fiscal e das privatizações, reduziu seu nível de ocupação em cerca de 200 mil pessoas na região. Mesmo assim, destacou que o crescimento por si só não basta, como se verifica na Argentina, México, Venezuela e Peru (JC).