Através de um mecanismo absolutamente legal-- pelo qual o PT tanto se bateu, em nome da moralização do processo eleitoral-- a Construtora Norberto Odebrecht reforçou o caixa de campanha do PT com a compra de US$500 mil em bônus eleitoral. A quantia, aliás, pode ser maior e só quando a empresa publicar seu balanço, em março de 1995, vai se saber publicamente "o caminhão de dinheiro"-- na expressão de um alto funcionário da empresa-- que foi despejado na campanha do PT. Lula nega-- diferentemente do que ocorreu com os seus parceiros Cristóvam Buarque, em Brasília (DF), e Vítor Buaiz, no Espírito Santo-- que tenha recebido dinheiro da Odebrecht para a sua campanha presidencial. Por uma falha da lei, o bônus eleitoral não é carimbado com o nome do candidato. Nele só aparecem a sigla do partido e o nome do doador (JB).