PLANO ESTRATÉGIO DO RJ FAZ PRIMEIRAS PROPOSTAS

O Plano Estratégico do Rio de Janeiro já tem as suas primeiras propostas. Os cinco grupos de diagnóstico-- que passaram um mês e meio estudando a cidade-- fecharam seus relatórios, apontando o turismo, o lazer e a cultura, a tecnologia de ponta, as telecomunicações e a indústria ligada ao mar como os pontos fortes do Rio, que devem ser estimulados. A infra- estrutura, os transportes coletivos, a geração e a distribuição de energia elétrica estão na outra ponta da avaliação e foram eleitos os patinhos feios do Rio. O Grupo de Diagnóstico 2 (GD-2), que analisou os aspectos "Atratividade e Competitividade", alinhavou os principais caminhos para a cidade: investir no turismo, nos serviços de tecnologia avançada, nas indústrias urbanas (como a da moda e a de calçados), do mar (da construção naval à pesca) e químico-farmacêutica. Transportes, a qualidade das redes de telecomunicações e de energia elétrica são pontos a serem corrigidos. A criação da Câmara de Empregos, com participação da iniciativa privada, dos sindicatos, do governo e de setores excluídos (como as associações de moradores dos bairros da periferia) foi a principal proposta apresentada pelo GD-1, que analisou a questão do emprego. Apenas 50% da população em idade ativa do Rio hoje está formalmente empregada. A outra metade está desempregada, subempregada ou trabalha informalmente. O GD-3 partiu do princípio de que o Rio é formado por várias "cidades", com culturas e costumes próprios, para concluir que é preciso discutir qualidade de vida-- objetivo do grupo--, considerando a diversidade carioca. A partir daí, democratizar a informação e lembrar que qualidade de vida tem que estar, obrigatoriamente, ligada ao prazer. Um prazer que o carioca sempre vendeu ao mundo, ou uma "carioquice", que na opinião do GD- 4, responsável pelo diagnóstico sobre "Dinâmica Urbana", tem que ser retomada a partir de um trabalho de "endomarketing"-- "vender" a imagem e a história do Rio não só para os turistas, mas para os próprios cariocas. Os diagnósticos e as propostas vão ser discutidos agora pelo Comitê Executivo e pelo Conselho Diretor, para então, em meados de dezembro, serem levados à aprovação do Conselho da Cidade-- que é quem vai decidir os rumos do Plano Estratégico (O Globo).