CÂMARA SETORIAL REDUZ DESEMPREGO E MANTÉM SALÁRIOS

A câmara setorial automotiva reduziu o ritmo de desemprego no setor metalúrgico e ainda garantiu a manutenção do poder aquisitivo da categoria. Essa foi a constatação do estudo encomendado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista-- filiado à CUT-- que analisou o salário e o número de trabalhadores do setor do final de 1989 a setembro deste ano. O estudo indica que, de novembro de 1989 a setembro deste ano, foram eliminados 58,689 mil postos de trabalha na base metalúrgica do ABC paulista. "Número maior que a soma de todos os funcionários das montadoras da base, de 48,8 mil", disse Heiguiberto Della Bella Navarro, presidente do sindicato. O sindicato estima que existiam 201.732 trabalhadores na região no final de 1994, ante os 143.043 atuais. No entanto, com a adoção da câmara setorial, a partir de 1992, o número de demissões reduziu drasticamente. O acordo tripartite vincula metas de produção à manutenção do nível de emprego e poder aquisitivo. Pelo estudo da subseção do DIEESE, a taxa de redução dos postos de trabalho-- comparando-se a média anual de trabalhadores empregados em um ano pelo ano seguinte-- caiu de 14,2% em 1991 para 1,5% neste ano, em relação a 1993. Além disso, verificou-se que os setores desprotegidos pela câmara, como metalmecânica e material elétrico, as demissões foram mais acentuadas. Quanto aos salários, a categoria vem recuperando gradativamente suas perdas salariais. O salário médio atual do metalúrgico do ABC situou-se em setembro em torno de R$748,67. Já as montadoras compõem o segmento com maior salário médio, de R$1,134 mil (GM).