PALMITO ECOLÓGICO

Um grupo de índios peruanos reuniu, durante três meses, duas toneladas de sementes de uma palmeira do tipo pupunha, numa aldeia a cerca de 300 quilômetros da fronteira com o Brasil. De lá, elas foram transportadas em 1990, durante seis dias e seis noites, para o Espírito Santo, onde deram início a mais um projeto agroindustrial da Coimex Agrícola: a fabricação do Ecopalm, ou mais simplesmente o primeiro palmito ecológico do país. Enquanto a costumeira fabricação do palmito é extrativista, matando a planta após o corte, a palmeira pupunha produz brotos que dão origem a novas plantas quando a planta-mãe está crescida. "Este talvez seja o projeto mais bonito da minha vida", avalia Otacílio José Coser, diretor- presidente do Sistema Empresarial Otacílio Coser, que abriga a Coimex Agrícola e deverá faturar neste ano US$601,5 milhões. No último mês de outubro, a Coimex inaugurou sua indústria de palmitos em São Mateus, no norte do estado capixaba. Ao todo, foram investidos US$1 milhão nas lavouras da pupunha, hoje com 900 mil plantas, numa área de 205 hectares, e US$500 mil na agroindústria, que deverá produzir 30 mil potes com 300 gramas do produto, em três variedades, no próximo ano. Nos planos da empresa, estão atender estados como Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro e exportar o Ecopalm para a Europa e os EUA (GM).