CHILE QUER LIGAR PAÍSES DO MERCOSUL COM O JAPÃO

A adesão do Chile ao fórum Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, concretizada no último dia 15, na Indonésia, inaugura uma nova vocação para o país: ser uma ponte entre o MERCOSUL e a região asiática. "Esse é um projeto real", enfatiza o embaixador chileno Heraldo Mun~oz Valenzuela, que anunciou a realização, no início do próximo ano, de uma caravana de caminhões carregados de soja e outros produtos do Mato Grosso para o porto de Arica, no Pacífico, com destino ao Japão. Os dois mil quilômetros ligando Cuiabá a Arica serão percorridos pelos empresários mato-grossenses como uma manifestação simbólica de que esse projeto é viável, assim como o oleoduto existente entre a Argentina e um porto chileno para as exportações daquele país à Ásia. "O Chile pode ser uma plataforma de comércio entre o Pacífico e a América do Sul", disse o embaixador. Uma adesão plena do Chile ao MERCOSUL ainda é algo distante por causa das diferenças entre as políticas macroeconômica, fiscal, cambial, de propriedade intelectual e de previdência social. O Chile já avançou em todos esses campos. "Pode ser que no futuro o Chile esteja em condições de entrar como membro, mas não vejo isso a curto e médio prazo", salienta Mun~oz. Para ele é mais viável uma associação com o MERCOSUL para formar uma zona de livre comércio em 10 anos (GM).