O coordenador de Arrecadação da Receita Federal, José Alves da Fonseca, constatou que os assalariados de classe média pagam 2,3 vezes mais Imposto de Renda que o seleto grupo das 35 mil pessoas mais ricas do Brasil. Responsável pela criação do programa "Grandes Fortunas", que está investigando a vida dos contribuintes mais afortunados do país, José Alves descobriu que, em 1993, os assalariados comprometeram 15% de suas rendas com o pagamento do IR, enquanto os milionários gastaram só 6,5%. É falacioso o argumento de alguns tributaristas de que os ricos pagam
83964 muito imposto na fonte através de suas empresas, que distribuem
83964 dividendos, explicou. ""A prova de que isso não é verdade está no fato de que, dentre as 30 mil maiores empresas do país, 66% declararam não ter lucro, portanto, não puderam distribuir dividendos". Em 1993, os ricos declararam rendimento total equivalente a US$8,1 bilhões. Desse total, pagaram apenas US$533 milhões de IR, dos quais US$335 milhões na apresentação da declaração anual e US$198 milhões na fonte. "Estes números são mais uma prova de que os ricos não recolhem tanto assim na fonte", disse. A Receita suspeita da existência de sete mil empresas fantasmas (JB).