Com o objetivo de atender as crianças carentes, a prefeitura de Jaboticabal (SP) inaugurou o primeiro dos seis galpões de uma antiga fábrica de óleo onde será instalado o projeto Caminhando para o Futuro. Até 1996, o programa deve beneficiar cerca de mil crianças. Hoje, 250 participam do programa. As crianças, entre sete e 18 anos incompletos, recebem alimentação, reforço escolar e aprendem várias atividades semiprofissionalizantes. O projeto foi iniciado em maio de 1993, no Ginásio de Esportes do município, com apenas 30 crianças, que desenvolviam atividades de pintura, produção de vassouras e tapeçaria. O aumento do número de interessados provocou a mudança para o prédio do Varejão, também improvisado. A procura continuou crescendo e ficou difícil para a prefeitura bancar sozinha o projeto. Para ampliar o atendimento, o Fundo Social de Solidariedade de Jaboticabal recebeu ajuda de cerca de 40 empresários, que doaram verbas e máquinas para os cursos semiprofissionalizantes. Até agora, foram gastos R$30 mil nas obras. Para que as crianças integrem o programa, o principal pré-requisito exigido é que estejam estudando. As crianças recebem duas alimentações diárias, aulas de educação física e transporte gratuito. É realizado também um trabalho de integração com portadores de deficiências e transmitidas orientações sobre a prevenção ao uso de drogas. Em São José do Rio Preto, também em São Paulo, cerca de 80 menores, filhos de trabalhadores rurais, estão sendo atendidos desde setembro pelo Programa de Assistência à Criança e ao Adolescente (Paca). Em lugar de ficar nas ruas ou sozinhos em casa enquanto os pais trabalham, eles estão recebendo refeições e desenvolvendo atividades orientadas: os meninos aprendem a cultivar a terra e as meninas se dedicam à confecção de bonecas, bordados ou outros trabalhos de artesanato. Projeto semelhante realizado em Santa Fé do Sul (SP) reduziu os índices de criminalidade entre menores e tirou crianças das ruas. O Paca é resultado de convênio do qual participam o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Sindicato Rural local, a prefeitura, o Conselho de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Judiciário. Uma das exigências para candidatos a participar do programa, destinado a crianças de até 14 anos, é estar matriculado em escolas de 1o. ou 2o. graus (O ESP).