A Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro (RJ), sediará o Centro Internacional de Estudos sobre Desenvolvimento Sustentado (Cides), criado a partir de sugestão da Conferência Internacional sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, mediante convênio entre as Nações Unidas (ONU), Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Segundo o chefe da Divisão de Meio Ambiente da ONU, Roberto Pereira Guimarães, o centro identificará pesquisas em andamento e oferecerá aos pesquisadores de vários países cooperação técnica, baseado nas regras aprovadas pela ONU e organizadas no programa 21 (Agenda 21). A FGV foi escolhida para abrigar o centro de estudos, segundo Guimarães, porque é reconhecida internacionalmente como uma fonte de indicadores e trabalhos acadêmicos de alto nível sobre administração pública e privada. Com início previsto para meados de 1995, o centro terá a manutenção institucional a cargo da FGV e as verbas para financiamentos de pesquisas virão de convênios com órgãos públicos e privados e organizações não-governamentais (ONGs). "Foi concebido para ter incentivos do governo brasileiro, mas é um centro internacional", disse Guimarães, referindo-se à Fundação Ford e ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como exemplos de instituições que já se comprometeram a participar do centro (JC).