Sindicalistas do setor papeleiro do Brasil, da Argentina e do Uruguai elegeram uma comissão que irá elaborar um estatuto para viabilizar a criação da Confederação das Entidades Sindicais Papeleiras da América Latina. O objetivo da confederação é avaliar a situação econômica das indústrias e organizar os trabalhadores dos três países para a implantação do MERCOSUL. "Setenta e cinco por cento dos trabalhadores do Brasil não sabem o que é o MERCOSUL e desconhecem que, no futuro, poderão ter a opção de escolher qual dos quatro países querem trabalhar", afirmou o presidente da Federação dos Trabalhadores das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Idemar Antônio Martini, durante o encontro de cerca de 100 sindicalistas e trabalhadores do setor da Argentina, do Brasil e do Uruguai, em Moji Guaçu (SP), nos dias 24 e 25 deste mês. O Paraguai não participa do encontro porque não há indústria papeleira nesse país. Os sindicalistas dos três países disseram que a principal reivindicação da categoria, após a queda das fronteiras, será ter em mãos uma legislação ou uma sinalização dos governos, que aponte uma garantia da manutenção dos direitos e conquistas já conseguidos na Argentina, no Brasil e no Uruguai. "Queremos combater o retrocesso das condições de trabalho e salários, ao assinarmos novos contratos de trabalho nesse setor, independente do país", observou o presidente da Federação dos Trabalhadores das Indústrias de Papel, Papelão e Cortiça do Estado de São Paulo, Ozano Pereira da Silva (GM).