DÍVIDA DE SÃO PAULO AUMENTOU 81% COM FLEURY

O governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB), vai deixar para o seu sucessor, Mário Covas (PSDB), dívidas superiores a US$32,7 bilhões. Fleury sai do Palácio dos Bandeirantes deixando, em algumas áreas, realizações bastante inferiores às de Orestes Quércia, seu antecessor que o ajudou a se eleger para o cargo. Mesmo assim, as dívidas de Fleury aumentaram 81% nos quatro anos que esteve à frente do maior estado-- e maior devedor-- da Federação. Quando assumiu, o estado devia US$18,060 bilhões. São Paulo não fez novas dívidas na gestão Fleury, mas também não saldou muito do que devia. Mais de dois terços do débito total (US$25,5 bilhões) estão concentrados em bancos (US$16,2 bilhões) e em títulos estaduais (US$9,2 bilhões). O Orçamento do Estado de São Paulo para 1995 prevê o desembolso de US$3 bilhões só para pagar juros e correção da sua dívida. O valor representa 20% da receita tributária prevista para 95, de US$15 bilhões. A receita projetada é 50% maior do que a de 94. O valor total do Orçamento previsto para 95 é de US$26 bilhões e o montante destinado para as dívidas é maior, por exemplo, que o que está sendo proposto para a área de saúde (US$1,85 bilhão) (FSP).