De acordo com o cadastro do Exército, foram detidas 25 pessoas desde que a Operação Rio foi iniciada, há nove dias. Do total, 17 foram liberados e oito encaminhadas para órgãos especializados da polícia, já que tinham antecedentes criminais. A informação é do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Rio de Janeiro, Sérgio Zveiter, que esteve ontem no 1o. Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca, zona norte do Rio, para vistoriar o cadastro montado pelo Comando Militar do Leste (COML) para a Operação Rio. Segundo Zveiter, o Exército se cercou de todas as precauções legais e tudo está funcionando em perfeita ordem. Eles montaram uma espécie de minissecretaria de segurança, contou. Foram instalados cartórios da Polícia Civil, Polícia do Exército e Polícia Federal, além de uma sala para o Instituto Carlos Éboli, para o Instituto Médico Legal (IML) e para a Defensoria Pública. No livro de registro, ficam anotados os nomes dos detidos, os números de identidade, as horas de entrada e saída e os locais para onde foram encaminhados. O ministro do Exército, general Zenildo Lucena, participou ontem das ações do Exército na Tijuca, iniciadas na madrugada de ontem. Sem farda, ele percorreu as principais áreas ocupadas, chegando ao ponto mais alto do morro do Borel, onde os militares retiraram o cruzeiro dos traficantes e fincaram a Bandeira brasileira, que identifica o território conquistado, como numa operação de guerra (JB).