O governo brasileiro e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) vão aplicar, nos próximos cinco anos, US$15,7 milhões em projetos de recuperação de florestas no Estado de Rondônia. Imagens de satélites mostram que o desmatamento em toda a Amazônia cresceu, de 1975 a 1988, de três milhões de hectares para 60 milhões, ou de 1% da área para nada menos que um sexto. Apenas em Rondônia, onde o desmatamento foi acelerado, a cobertura florestal foi reduzida de 99%, em 1975, para 76%. Cerca de 1,7 milhão de hectares desmatados para fins de agricultura no estado, se reduzem atualmente a florestas secundárias de baixo valor ecológico e comercial. O programa a ser desenvolvido pelo PNUD com o governo federal vai desde projetos de preservação ambiental até treinamento de pessoal técnico em instituições especializadas. Esse programa é o segundo realizado em Rondônia com apoio do Banco Mundial (BIRD). Na tentativa de absorver de forma ordenada e sustentável produtores e trabalhadores que migraram para a região, o governo lançou, em 1980, o Polonoroeste, que atendia também o Estado de Mato Grosso. Entre os objetivos do Polonoroeste, entretanto, apenas a construção da BR-364 foi concluída. A questão ambiental foi abandonada e o programa, criticado por não ter funcionado exatamente para reduzir o desmatamento e reverter o processo de crescimento desordenado na região (O Globo).