O pastor evangélico Sotero Cunha, ex-candidato do PPR a deputado estadual do Rio de Janeiro, não fez fé na Justiça e acabou sendo preso, ontem, por agentes federais, em seu escritório, no bairro de Olaria, zona norte do Rio. Um dos principais envolvidos nas fraudes eleitorais, Sotero-- que estava foragido desde 26 de outubro, quando a juíza Elizabeth Gomes Gregory, da 14a. Zona Eleitoral, decretou sua prisão-- estava crente que o mandado contra ele perdera a validade. O candidato considerava-se fora de perigo porque os acusados de fraudarem votos em seu favor, o digitador Marcos Dias Pereira e o supervisor de digitação do Riocentro Romeu Tonini, foram liberados da Polícia Federal no último dia 23, depois de 48 dias presos. Sotero Cunha obteve 3.868 votos no primeiro turno. Em 15 de novembro, conquistou apenas 724. Outras 12 pessoas envolvidas em fraudes estão presas no Rio (JB).