MERCOSUL QUER ALIMENTOS NA LISTA DA UE

A Associção de Comércio Exterior do Brasil (AEB) alertou ontem o secretário de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda, embaixador Sérgio Amaral, que as negociações para a futura instalação da zona de livre comércio entre o MERCOSUL e a União Européia (UE) só fazem sentido se incluirem os produtos agrícolas. Segundo o presidente da AEB, Pratini de Moraes, o MERCOSUL é o principal exportador de alimentos do mundo e por isso não há razão de se fechar um acordo se este não embutir tais produtos. "Se for para deixar os alimentos de fora, é melhor não fazer acordo", frisou Pratini, esclarecendo que esta posição é consenso entre os empresários que participaram ontem do encerramento do 14o. Encontro Nacional de Exportadores. Pratini explicou também que pelo menos outros dois assuntos obtiveram consenso no encontro: a necessidade de se modernizar os portos brasileiros e a utilização de moedas locais nas transações comerciais entre os países que integram o MERCOSUL. Segundo Pratini, US$5 bilhões deixaram de ser exportados pelo Brasil este ano em função dos altos custos portuários (O Globo).