Depois de analisar detalhadamente o projeto de Orçamento para 1995, o deputado Paulo Bernardo (PT-PR) encontrou distorções na destinação de verbas. A maioria trata de "valores absurdamente diferentes" para a execução de obras e custeios de despesas semelhantes. A que mais chamou a atenção do deputado é a variação dos valores que serão repassados para órgãos da administração federal custearem as despesas com serviços médicos e odontológicos para os funcionários. Enquanto a Escola Técnica de Alagoas pleiteia R$6,67 para cada servidor, a SUFRAMA (Superintendência da Zona Franca de Manaus) tem uma dotação orçamentária per capita prevista em R$4,4 mil. Os tíquetes-refeição oferecidos pelos órgãos governamentais, segundo o levantamento do deputado, também são exemplo de distorção no projeto de Orçamento. A maioria tem valores entre R$3,00 e R$4,00. Mas a Escola Técnica de Colatina, no Espírito Santo, quer oferecer aos seus servidores mais da metade do valor do salário-mínimo (R$40,00) por vale-refeição. O DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem), do Ministério dos Transportes, é o recordista em distorções de valores. O custo por quilômetro dos projetos de restauração de estradas varia de R$38 mil a R$1,18 milhão. Isso é um escândalo", reclamou o deputado. Ele quer que o Congresso analise com mais cuidado o Orçamento. Não posso dizer que esses números representam tentativa de desvio de
83870 verba, mas, com certeza, indicam que há muitos erros que precisam ser
83870 reparados, disse Paulo Bernardo (JC).