A decisão do governo brasileiro de reduzir as alíquotas de importação de uma série de produtos químicos e petroquímicos, há pouco mais de um mês da entrada em vigor da tarifa externa comum (TEC) entre os países do MERCOSUL, não foi bem recebida pelo principal parceiro do Brasil nesse mercado. A Câmara da Indústria Química e Petroquímica da Argentina, entidade do setor privado, vai enviar um "firme protesto" ao governo argentino para que sejam tomadas providências junto ao governo brasileiro contra a redução, que afeta a competitividade dos produtos argentinos no mercado brasileiro. "É uma violação do acordo do MERCOSUL e uma tentativa de regular preços regionalmente", disse José Maria Fumagali, diretor executivo da Câmara argentina. Existe o receito de que medidas como essa tomada pela equipe econômica coloquem em risco a TEC que, no caso dos produtos químicos, vai de 10 a 14% (GM).