O Ministério da Educação não tem controle da aplicação de 60% dos R$2 bilhões que liberou este ano para financiamento de projetos de educação fundamental. As Organizações Não-Governamentais (ONGs) recebem a maior fatia dos financiamentos de projetos em educação especial, voltada para crianças com algum tipo de deficiência. Em 1994 foram R$53 milhões. Os recursos são do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), formado pelo salário-educação pago por mais de dois milhões de empresas. Não temos o acompanhamento ideal, admitiu o ministro Murílio Hingel, que estuda novos mecanismos de fiscalização. "As delegacias do Ministério da Educação não têm pessoal suficiente para cobrir todo o universo, controlando cerca de 40% dos recursos liberados", explicou o secretário- executivo do FNDE, Carlos Henrique Leal Porto. Os recursos são liberados mediante avaliação de projetos e atendimento de exigências, mas o governo não consegue saber se a verba foi utilizada como o previsto (O ESP).