Os 34 países que participarão da reunião de cúpula de Miami (EUA) vão criar um mecanismo de acompanhamento e um programa de trabalho para implementar a zona hemisférica de livre comércio que será anunciada como um dos resultados concretos do encontro dos chefes de Estado, de nove a 11 de dezembro. O ministro interino das Relações Exteriores, Roberto Abdenur, explica que a zona de livre comércio não significará a ampliação do NAFTA, mas uma
83834 convergência gradual entre o NAFTA, o MERCOSUL e o Grupo Andino. Em 1995 haverá um calendário de atividades "voltadas para a viabilização desse objetivo com base na convergência entre os vários esquemas de integração". Segundo o ministro, a Organização dos Estados Americanos (OEA) terá um papel de acompanhamento por intermédio de sua comissão de comércio, que será útil como ponto de encontro e banco de dados, mas "o processo será entre os governos". No ano que vem serão lançados os parâmetros comuns a ser seguidos pelos grupos sub-regionais com a finalidade de "garantir desde logo a viabilidade da convergência final" (GM).