O ministro da Fazenda, Ciro Gomes, anunciou ontem que o governo só fixará política salarial para o salário-mínimo. O IPC-r (Índice de Preços ao Consumidor em real) será extinto e as categorias profissionais não terão nenhuma política de reajuste dos salários definida. Os reajustes vão depender da livre negociação com as empresas. Estes são os próximos passos da nova fase do Plano Real, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), divulgadas pelo ministro durante debate na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal. Segundo Ciro Gomes, a política cambial não muda, mas o Banco Central definirá uma cotação mínima e máxima para intervir no mercado, comprando ou vendendo dólares. Os juros vão continuar altos, na faixa atual de 1% a 1,5% acima da inflação. O ministro da Fazenda não adiantou, no entanto, quando o IPC-r será extinto. Segundo ele, somente no momento em que consolidar a queda da inflação, o governo poderá antecipar o fim do IPC-r. A equipe econômica defende o fim do índice a partir de janeiro. Segundo o ministro, o governo FHC caminhará para uma "rigorosa regulamentação" do salário mínimo, desvinculando-o do piso da Previdência Social (O Dia).