O MERCOSUL surge como um novo e promissor pólo de crescimento na escala mundial e, assim, para a União Européia (UE), trata-se de uma região chave do ponto de vista estratégico. A opinião está contida num documento da própria Comissão Européia que propõe aos estados-membros a criação de uma associação inter-regional entre os dois blocos comerciais, que culminaria no estabelecimento progressivo de uma zona de livre comércio, inicialmente prevista para os setores industriais e de serviços, e, posteriormente, para a agricultura. "O reforço das relações entre a UE e o MERCOSUL baseia-se nos interesses recíprocos de ambas as partes, simultaneamente de ordem política e econômica", diz o relatório, enfatizando que o bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai tem tudo para atingir o status de parceiro de pleno direito no xadrez
83824 político mundial. Alem disso, destaca, ""trata-se de países detentores de uma economia de mercado, com fortes potencialidades de desenvolvimento, enormes recursos naturais e onde se verifica uma procura crescente por produtos de consumo". A UE é responsável por 33,6% dos investimentos estrangeiros no Brasil e tem sido o principal parceiro comercial do MERCOSUL, com algo como 28% das exportações e importações sendo feitas com a Europa unificada (JB).