PREFEITURA TEM PROJETO PARA COMUNIDADES CARENTES

Quando os militares abandonarem os morros, a prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) pretende tocar seu mais ambicioso projeto de qualidade de vida para as populações marginalizadas. É o programa Favela-Bairro, que prevê o benefício, em dois anos, a 300 mil moradores de 50 comunidades. Com recursos próprios e do BID-- de US$303 milhões--, a prefeitura vai investir em saneamento, áreas de lazer, arborização, abertura de avenidas, ruas e criação de linhas de ônibus específicas para estas comunidades. O programa já conta com 15 escritórios de arquitetura selecionados pela Secretaria Municipal de Habitação e pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). Os arquitetos vão traçar o novo perfil urbano das 15 favelas pré-selecionadas. O Exército pretende iniciar logo a ocupação social dos morros e favelas onde já ocorreram ocupações militares de combate ao narcotráfico. A medida que mais agrada às Forças Armadas é a multiplicação dos centros de defesa da cidadania, um projeto do governo estadual. As operações contra o crime organizado devem ser sucedidas por uma ação social do poder público, a exemplo do que ocorre no momento nos centros comunitários dos morros do Pavão-Pavãozinho (Copacabana), Nova Aliança (Bangu) e Mineira (Catumbi). Mais de 18 mil atendimentos já foram realizados no centro comunitário do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, que completa um ano hoje. Segundo a coordenadora do centro, Zulmira Amador, o projeto é atualmente a melhor alternativa para levar o poder público às comunidades carentes (JC).