A fraude, até agora bem mais anunciada que investigada, mudou muito pouco a "cara" da nova bancada do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados. O time colocado sob suspeita em três de outubro volta ao gramado com apenas três substituições: saíram Silvio Lopes (PSDB), Carlos Campista (PDT) e Ronaldo Santos (PSB), entrando em seus lugares, respectivamente, Nilton Cerqueira (PP), José Carlos Coutinho (PDT) e Eurico Miranda (PPR). "Diante do resultado das urnas, poderíamos resumir essa reviravolta toda com uma única frase: muito barulho por nada", avaliou o deputado federal eleito Marcio Fortes (PSDB). Houve também a perda de uma cadeira da Frente Brasil Popular (PT/PSB/PPS/PSTU/PV/PCdoB) para o PPR, graças ao estupendo desempenho do cantor Agnaldo Timóteo (PPR), que pulou de pouco mais de seis mil votos, em três de outubro, para 31.703 em 15 de novembro. A Frente, que adquirira o direito de eleger nove deputados em três de outubro, viu sua fatia emagrecer para oito candidatos em 15 de novembro. Caminho inverso percorreu o PPR: pulou de seis para sete (JB).