A convergência entre o MERCOSUL e o NAFTA será uma "tarefa complexa", porque cada um dos blocos segue direções e disciplinas diferentes. É com essa percepção que os assessores do presidente Bill Clinton para a Cúpula de Miami trabalham na montagem de uma zona hemisférica de livre comércio, um dos principais temas da agenda dos 34 chefes de Estado que se reunirão em Miami, de nove a 11 de dezembro. A expectativa é de que haverá discussões bilaterais e entre os blocos
83768 sub-regionais, sendo que os dois maiores, o NAFTA e o MERCOSUL, têm
83768 disciplinas diferentes, comentou Bowman Cutter, assessor do presidente Clinton para assuntos econômicos. Desde ontem estão reunidos em Washington representantes de 34 países que participarão da reunião hemisférica para discutir a formação de uma grande área de livre comércio. O governo brasileiro enviou o subsecretário de Integração e Assuntos Econômicos do Itamaraty, embaixador José Arthur Denot Medeiros. O Brasil tem sido alvo de tratamento especial por parte do governo Clinton, que em menos de uma semana enviou a Brasília dois altos funcionários: o secretário de Defesa, William Perry, e, ontem, Thomas McLarty, que se reuniu com o presidente Itamar Franco, com o presidente eleito, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e com o chanceler interino, Roberto Abdenur. A agenda é francamente positiva, reconhece o embaixador norte-americano em Brasília, Melvyn Levitsky (GM).