IFC: US$5 BILHÕES PARA INFRA-ESTRUTURA

A International Finance Corporation (IFC), afiliada do Banco Mundial (BIRD), acredita que poderá canalizar para o Brasil investimentos de US$5 bilhões aproximadamente, nos próximos cinco anos, para projetos de desenvolvimento de infra-estrutura, desde que sejam conduzidos pelo setor privado. A IFC é o braço do BIRD que apóia o setor privado pela concessão de créditos diretos, participação acionária ou formação de sindicatos de bancos comerciais. A estimativa é de Jannik Lindbaek, norueguês que assumiu a vice-presidência executiva da IFC no início deste ano e esteve em São Paulo (SP) na semana passada iniciando sua primeira visita ao Brasil, à Argentina e ao Chile para conhecer projetos em que a corporação está envolvida. Lindebaek esclareceu que baseou sua estimativa no avanço de outros mercados emergentes em direção à privatização da infra-estrutura. O financiamento de obras privadas de infra-estrutura representou um quarto do total de US$2,5 bilhões comprometidos pela IFC no exercício fiscal terminado em junho deste ano. Os US$599 milhões de créditos da IFC para infra-estrutura atraíram mais US$731 milhões, obtidos com a formação de consórcios com outras instituições financeiras. Em média, para cada dólar que empresta, a IFC consegue levantar mais US$9 de outras fontes. Um dos maiores projetos na área em que a IFC se envolveu foi a participação de US$51 milhões no fundo global de US$1 bilhào destinado a projetos na área de energia. Depois da Índia e antes do México, o Brasil é o país onde a IFC tem maior posição em crédito e investimento: são US$700 milhões aproximadamente, equivalentes a 8% dos investimentos da IFC em todo o mundo. No último exercício fiscal, a IFC aprovou oito projetos no Brasil, que representam investimentos da ordem de US$800 milhões, dos quais US$175 milhões foram por ela diretamente financiados. A expectativa de Lindbaek é de que a IFC amplie para US$300 milhões os projetos brasileiros aprovados no exercício fiscal iniciado em julho. Ele acredita que o crescimento será possível com a estabilização da economia, que vai estimular os investimentos (GM).