O presidente eleito, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), pretende avaliar o desempenho das escolas públicas de 1o. grau em todo o país através de testes de qualidade anuais elaborados pelo governo federal. Esses testes podem ser respondidos por estudantes, cujo desempenho indicaria a qualidade de ensino na unidade escolar. FHC concluiu que o principal problema da educação não está na falta de salas de aula, mas de preparo da maioria dos professores. Segundo dados de 1993 do Ministério da Educação, o Brasil possui 194.433 escolas públicas federais, estaduais e municipais. Assessores de FHC estudam a maneira de conseguir viabilizar essa avaliação. Segundo a assessoria do presidente eleito, a má qualidade de ensino é a principal causa da alta taxa de repetência, o que acaba superlotando escolas, desestimulando os alunos e gerando a evasão. FHC dispõe de dados indicando que a taxa de repetência dos alunos na primeira série do 1o. grau chega hoje a 50%. Os assessores de FHC consideram ser essa a grande diferença entre as áreas de educação e de saúde. Nessa última, o problema principal é a falta de recursos, mas grande parte dos médicos ainda estaria apta a tratar dos pacientes. Na educação, segundo se avalia, décadas de desinteresse dos governos teriam provocado a evasão dos professores mais preparados. Uma das prioridades do próximo governo será desenvolver programas de atualização de professores, especialmente através do chamado "ensino à distância". O Ministério da Educação e algumas TVs educativas já o adotam. A proposta de FHC é integrar todo o país ao sistema (FSP).