O professor Héctor Luís Saint-Pierre, estudioso da questão militar brasileira e integrante do Núcleo de Estudos Estratégicos da UNICAMP, vê com apreensão a integração das Forças Armadas no combate ao narcotráfico, no Rio de Janeiro. Para ele, os militares vão perder prestígio e desgastar-se, porque não têm preparo nem armas adequadas para esse tipo de ação, que pode se arrastar por meses. "Seu armamento destina-se à guerra, ao aniquilamento, e não ao controle de distúrbios civis", diz. O estudioso lembra que em outros países latino-americanos onde as Forças Armadas foram convocadas para operações semelhantes, os resultados foram desastrosos. "Aconteceram casos flagrantes de corrupção, sem que o problema das drogas fosse resolvido", diz (O ESP).