A prestação de contas apresentada pelo presidente eleito Fernando Henrique Cardoso (PSDB) deve ser aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa prestação se refere apenas aos valores do PSDB. Um item, no entanto, está chamando a atenção dos técnicos: o valor gasto com o fretamento de aeronaves (R$832.287) é menor do que o dispendido com fretes e carretos (R$1.156.074). As contas de FHC demonstram que houve uma sobra de campanha de R$2.168.203. O total arrecadado foi de R$34.317.061, e as despesas chegaram a R$32.148.858. FHC não gastou sequer a metade do previsto por seu comitê de campanha. O limite protocolado no TSE foi de R$65 milhões. As empresas foram as grandes financiadoras da campanha de FHC. Seu comitê financeiro declarou ter recebido R$32.887.280 de pessoas jurídicas e R$1.033.125 de pessoas físicas. A seguir, algumas das empresas que contribuíram para a campanha: Bradesco (R$2.164.000), Banco Itaú (R$1.087.348), Andrade Gutierrez (R$705.500), Cimento Portland Rio Branco (R$606.500), Camargo Corrêa (R$550.000), Tubos e Conexões Tigre (R$500.000), Golden Cross (R$450.000), OAS (R$445.000), Alcatel Telecomunicações (R$425.000), Copesul (R$300.000), Bamerindus Leasing (R$186.000), Aço Minas Gerais (R$125.000), Bamerindus Distribuidora (R$64.000) e Liderança Capitalização (R$44.300) (FSP).