A região da América Latina e Caribe é uma das mais injustas do mundo, devido aos altos índices de pobreza, desemprego e à desigualdade na distribuição de renda, informou o Sistema Econômico Latino-Americano (SELA). Cerca de 100 especialistas no assunto estão na Venezuela para discutir e fixar a política regional a ser apresentada na Cúpula Mundial de Desenvolvimento Social, prevista para o próximo ano em Copenhagen (Dinamarca). Segundo o secretário permanente do SELA, Salvador Arriola, na última década, a América Latina e o Caribe experimentaram um retrocesso no desenvolvimento social, pondo em risco a paz e a segurança internacionais. Este convívio da opulência com a miséria, do crescimento econômico com
83724 o desemprego, do otimismo com o pessimismo, ameaça as conquistas mundiais
83724 alcançadas na política e na economia, ressaltou. O SELA considera que o maior desafio destas nações é equilibrar o crescimento econômico com a equIdade social e a democracia. "Se a Cúpula de Copenhagem não estabelecer medidas de desenvolvimento social, as sociedades poderão converter-se em vitrines da pobreza absoluta", avisou Arriola. O especialista mexicano em temas sociais, Júlio Boltvinik, acredita que o combate à pobreza só será bem-sucedido se sair do âmbito nacional para o internacional. Dados da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL) mostram que no começo da década 46% da região estavam em situação de pobreza. As nações, visando ao mercado internacional, eliminaram a proteção social e achataram os salários, o que tem agravado a situação (JC).