SINDICALISTAS TEMEM FIM DO IPC-r

A proposta da equipe econômica de acabar com a indexação da economia e consequ"entemente com os reajustes salariais pelo Índice de Preços ao Consumidor do real (IPC-r) a partir de janeiro de 95 seria um balão de ensaio para acabar mesmo com as datas-base, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e vice da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. "Se acabar com esse índice, a gente usa outro, mas tenho informações de que o presidente (Fernando Henrique Cardoso-PSDB) quer acabar com a data-base e deixar o trabalhador sem força para reajustar seus salários", diz o sindicalista, já prometenddo barulho se isso acontecer. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, diz que vê com "bons olhos" qualquer medida de desregulamentação da economia, desde que para beneficiar os trabalhadores". "Espero que o Fernando Henrique não venha para provocar uma greve geral, porque a insatisfação do trabalhador já é grande", afirmou. Já o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ricardo Benzoini, diz que se o governo resulver tirar o IPC-r, mas adotar uma política salarial para impedir as perdas com a inflação, não há problemas (JB).