Os aeroportuários do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), entraram em choque ontem com agentes da Polícia da Aeronáutica e da Polícia Militar, durante manifestação organizada pela CUT e pelo sindicato da categoria, que fazia greve de advertência. Os policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo e deram tiros para o alto para tentar dispersar os manifestantes, que responderam atirando pedaços de pau e pedras. Oito policiais e sete grevistas ficaram feridos. Os 1.217 aeroportuários de Cumbica prestam serviços nas áreas de administração, manutenção, segurança, sinalização da pista e auxílio no taxiamento dos aviões. Eles também desempenham outras atividades nos terminais de passageiros e cargas. Ontem e anteontem, os aeroportuários fizeram "greves de advertência", reivindicando 20% de reposição salarial e reajuste dos valores do auxílio alimentação. Ontem, após a repressão, a categoria decidiu manter a greve por tempo indeterminado em protesto contra a ação policial e até que a INFRAERO, que administra o aeroporto, abra negociações (O ESP).