O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cid Flaquer Scartezzini, descartou ontem a possibilidade de fraude generalizada na apuração das eleições no Rio de Janeiro. Sua avaliação é de que as irregularidades verificadas nos dois primeiros dias de totalização são isoladas e não comprometem as eleições. O Rio, garantiu, vai dar uma lição de democracia e punir os fraudadores. "Está na hora de prender essas pessoas. Os fraudadores são arrogantes, desonestos, audaciosos e acreditam na impunidade", disse. A Central de Apuração das Fraudes Eleitorais, que será instalada tão logo termine a apuração das eleições do segundo turno no Rio, terá a participação de agentes dos serviços reservados do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. O objetivo da Central-- discutida ontem pelos corregedores do TSE, Flaquer Scartezzini, e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Paulo César Salomão, no Comando Militar do Leste (CML)-- é investigar as fraudes de ponta a ponta, comparando os resultados das duas votações para a Câmara dos Deputados e a Assembléia Legislativa. Segundo o corregedor Salomão, o número de fraudes "foi muito inferior ao registrado no pleito anulado". Houve três prisões, duas em razão de boca-de-urna e a terceira em Barra do Piraí, onde um escrutinador foi flagrado ao fraudar votos em benefício do candidato Mário Sérgio, ex- prefeito da cidade (JC).