A Alcan Alumínio do Brasil S/A, subsidiária da Alcan Aluminium Ltd., do Canadá, irá investir US$150 milhões nos próximos três anos para ampliar a produção de chapas de alumínio para fabricação de latas. A Alcan é a única fornecedora brasileira da Reynolds Latasa e responde por 70% do suprimento de alumínio da empresa. De acordo com o diretor-presidente da Alcan, Alberto Ussher, serão investidos no próximo ano US$50 milhões, elevando a capacidade das atuais 35 mil para 45 mil toneladas. No ano seguinte, os investimentos devem alcançar US$70 milhões e a produção, 90 mil toneladas. A firme retomada dos investimentos da Alcan marca nova fase da empresa. Neste ano, de acordo com Ussher, a subsidiária brasileira deverá registrar lucro, após três anos consecutivos de prejuízos. Em 1992, o prejuízo alcançou US$45 milhões, caindo para US$7 milhões no ano passado. O lucro, segundo Ussher, decorre da recuperação dos preços internacionais do alumínio, da demanda aquecida no mercado interno e do programa de reestruturação da empresa que, entre outras coisas, reduziu o número de funcionários de sete mil para 4,1 mil neste ano. O diretor-presidente da Alcan descartou, porém, a retomada das atividades da linha de produção da empresa desativada em dezembro de 1992, com capacidade para 27 mil toneladas de alumínio primário. Ele disse que, apesar da recuperação dos preços do alumínio e das dificuldades que a Alcan vêm encontrando para obter o metal no mercado brasileiro, a reativação da linha é bastante custosa e cria expectativas sociais, como de geração de novos empregos. A Alcan tem duas unidades de produção de alumínio primário, em Ouro Preto (MG) e em Aratu (BA). Neste ano, a empresa deverá produzir 72 mil toneladas de metal, ante 77,2 mil toneladas no ano passado (GM).