SENADOR MÁRIO COVAS SERÁ O GOVERNADOR DE SÃO PAULO

O candidato do PSDB, Mário Covas, foi eleito governador de São Paulo com 8.661.960 votos-- 48,8% do total-- confirmando o resultado que já havia sido apontado pelas pesquisas de intenção de voto. Francisco Rossi, do PDT, obteve a preferência de 6.771.456 eleitores, ou 38,15% do total. Considerando apenas os votos válidos (o que exclui os em branco e os nulos), o primeiro atingiu 56,12%, e o segundo 43,88%. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) chegou a esses resultados finais às 3h15 de ontem. Nesse segundo turno, o índice de abstenção no estado foi de 14,57%, o que representa a ausência de 3.025.355 pessoas em um universo de 20.774.991 eleitores. Esse foi um dos maiores índices de não comparecimento às urnas em São Paulo. Em 1989, por exemplo, primeira eleição direta para a Presidência da República desde o regime militar, a abstenção no estado alcançou 6,04% no primeiro turno e 7,81% no segundo. O número de votos em branco no segundo turno da eleição foi bem menor que o constatado no primeiro. Apenas 1,02% dos eleitores deixaram de preencher a cédula contra 14,39% em três de outubro. Quanto aos nulos, ao contrário, houve um aumento considerável entre os dois turnos-- de 9,39% para 12%. O governador eleito de São Paulo anunciou ontem um programa de privatizações para salvar o Banco do Estado (Banespa). A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) é uma das empresas que o futuro governo deverá colocar à venda. Covas comprometeu-se também a acabar com o Baneser, subsidiária do Banespa usada pelos últimos governos para empregar correligionários (O ESP).