Os ventos de renovação da política não tiveram força bastante para varrer do mapa algumas das mais tradicionais oligarquias do Brasil. No Nordeste, reduto dos "coronéis", não soprou nem a brisa da renovação. O ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP), cacique do Maranhão, ungiu a filha Roseana (PFL) ao governo do estado. Na Bahia, o todo-poderoso senador eleito Antônio Carlos Magalhães (PFL) fez chegar ao governo seu candidato Paulo Souto (PFL). Em Sergipe, a família Franco se manteve na crista da onda com o senador Albano Franco (PSDB). E na Paraíba, os Lucena e os Cunha Lima se uniram para eleger Antônio Mariz (PMDB). Fora do Nordeste, alguns caciques locais fizeram seus sucessores. Íris Rezende (PMDB-GO), fiel escudeiro do ex-presidenciável Orestes Quércia (PMDB), conseguiu eleger o advogado Maguito Vilela (PMDB) em Goiás. Em Roraima, o governador Ottomar Pinto manteve o PTB no poder com Neudo Campos. Em Minas Gerais, Hélio Garcia derrotou Hélio Costa (PP) mais uma vez e abriu as portas do Palácio da Liberdade para Eduardo Azeredo (PSDB). Há exceções. Cristóvam Buarque (PT) desbancou a força do governador Joaquim Roriz (PTB), e derrotou o senador Valmir Campelo (PTB). No Piauí, Mão Santa (PMDB), interrompeu a sucessão de vitórias do senador Hugo Napoleão (PFL), qua não conseguiu emplacar seu pupilo Átila Lira (PFL). No Pará, Jarbas Passarinho (PPR) teve de engolir a vitória de Almir Gabriel (PSDB). O desempenho dos partidos nos governos estaduais nas eleições de 1990 e na deste ano é o seguinte: PFL-- 1990 (9 governadores) e 1994 (2 governadores) PMDB-- respectivamente 7 e 9 PDT-- 3 e 2 PTB-- 2 e 1 PTR-- 2 e nenhum PSDB-- 1 e 6 PDS-- 1 e nenhum PSC-- 1 e nenhum PRS-- 1 e nenhum PPR-- nenhum e 3 PT-- nenhum e 2 PSB-- nenhum e 2 (JB).