A maioria dos nove mil moradores de rua da cidade do Rio de Janeiro (capital) é de trabalhadores e desempregados, entre 18 e 30 anos. O levantamento é da Fundação Leão XIII. A pesquisa revela ainda que famílias inteiras moram sob marquises, porque não têm como pagar aluguel. Dos nove mil, só 15,5% pedem esmola. O resto sobrevive de guardar carro ou catar papel. A miséria da população de rua é dramática, mas poderia ser solucionada com a ajuda do poder público e pequenas ações de solidariedade da iniciativa privada. O presidente da Fundação Leão XIII, Dênis Veira, acredita que o aproveitamento desta mão-de-obra ociosa em projetos para a geração de empregos acabaria rapidamente com o problema. Ainda segundo Dênis, a primeira medida efetiva seria a construção de novos abrigos. A Fundação Leão XIII cuida-- muitas vezes em condições precárias-- de 2,5 mil internos sem nenhuma ocupação definida. Para dar acolhida às nove mil pessoas que ainda vivem nas ruas, seriam necessários mais cinco casas (JB).