PROMESSA AO FMI: ELIMINAR O DÉFICIT

O governo brasileiro prometeu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) um superávit primário no próximo ano de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) e um resultado operacional próximo de zero. Para alcançar esse resultado positivo nas contas públicas, o governo está contando com a continuidade do Fundo Social de Emergência (FSE) e, no médio prazo, com reformas estruturais nos sistemas tributário e previdenciário, e mudanças nas responsabilidades dos três níveis do governo na área da saúde e da educação e nas condições de emprego no setor público. Para este ano, no entanto, as expectativas do governo sobre as contas públicas não são tão positivas. É esperado um superávit primário de 3% do PIB-- aumento de 0,6% do PIB em relação a 1993 e um déficit operacional de 0,5% do PIB-- e a equipe econômica está trabalhando com um PIB para 1994 de US$610 bilhões, que, além do crescimento econômico, também reflete a valorização do real em relação ao dólar. Esses dados analisados ontem pelo "board" do FMI foram entregues, em setembro, pelo ministro da Fazenda, Ciro Gomes, ao diretor-gerente do Fundo, Michel Camdessus. No documento, o governo brasileiro se compromete a a manter firme neste ano o balanço de pagamentos. O déficit em conta corrente deverá chegar a 0,2% do PIB, aumentando de US$0,6 bilhão em 1993 para US$0,9 bilhão neste ano. As reservas internacionais brutas devem chegar a US$40,1 bilhões, um aumento de US$8,4 bilhões sobre o nível alcançado no ano passado. A equipe econômica prometeu também ao FMI a conclusão da privatização de 34 estatais iniciada este ano, onde estão incluídas duas empresas do setor elétrico e 17 do setor petroquímico, até meados de 1995, como parte do programa de estabilização econômica. Para garantir o equilíbrio das contas públicas no próximo ano, o governo conta com R$4,7 bilhões da privatização (GM) (O Globo).