ADOLESCENTES USAM PRESERVATIVO IMPROVISADO

A presidente da Casa de Passagem-- entidade não-governamental que trabalha com menores de rua no Recife (PE)--, Ana Vasconcelos, denunciou o uso de luva cirúrgica e até saquinho plástico de sorvete, preso por uma liga de borracha, por crianças de 10 a 14 anos para substituir o preservativo na relação sexual. Ela criticou a inexistência, em âmbito mundial, de preservativos específicos para adolescentes nessa idade. Segundo a presidente da entidade, têm sido feitas campanhas para prevenção da AIDS e doenças sexualmente transmissíveis, mas não se enfrenta o desenvolvimento precoce da sexualidade em crianças e adolescentes que, por isso, ficam sem um instrumento básico de segurança. De acordo com Ana Vasconcelos, dessa forma os garotos não apenas correm o risco de contrair o vírus da AIDS ou outras doenças, como provocam incômodos para o parceiro. Ela contou que é comum o preservativo improvisado ficar dentro do corpo da parceira (O ESP).