Os 18 países membros da APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) assinaram ontem o documento que cria a maior zona de livre comércio do mundo. Nesses países vivem mais de dois bilhões de pessoas e se movem cerca de 46% do comércio e 50% do PIB do mundo. O texto final prevê a liberalização total do comércio e do fluxo de investimentos até o ano 2020 para os 18 países. EUA, Japão, Canadá, Austrália e Nova Zelândia irão derrubar suas barreiras até 2010. A declaração aprovada ontem havia sido preparada previamente pelos ministros das Relações Exteriores dos 18 países. Eles são: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Coréia do Sul, EUA, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Cingapura, Tailândia e Taiwan. A segunda reunião dos chefes de Estado ou governo da APEC está ocorrendo na cidade de Bagor, na Indonésia. A primeira ocorreu em Seatle, nos EUA, em novembro de 1993. A próxima será em Osaka, no Japão, em 1995. "O principal tema foi o esforço de retirar as barreiras comerciais na região da Ásia e do Pacífico e melhorar a cooperação regional em aspectos tais como o meio ambiente e desenvolvimento econômico", afirmou ontem o presidente da Indonésia, Suharto. "O prazo de 25 anos poderá ser encurtado", disse. A fixação de um calendário para a abertura dos mercados foi uma vitória do presidente dos EUA, Bill Clinton, que tem especial interesse pela economia asiática-- 30% das exportações norte-americanas vão para a Ásia e dois milhões de empregos nos EUA estão ligados ao mercado dessa região. "Nossa meta é ambiciosa, mas estamos decididos a demonstrar a liderança da APEC para impulsionar o comércio mundial e a liberalização dos investimentos", afirma o texto da Declaração de Bogor. Eis alguns itens do tratado: -- fortalecimento do sistema Comercial multilateral. -- aprofundamento da liberalização do comércio e investimentos na região. -- Congelamento das medidas protecionistas. -- atenção Especial aos países Em Desenvolvimento que não integram a APEC, para garantir a eles benefícios do livre comércio, com base nas regras do GATT e da futura Organização Mundial de Comércio (OMC) (FSP) (O Globo) (O ESP).