O Conselho Regional da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo (OAB-SP) decidiu não acolher um relatório de sua Comissão de Direitos Humanos que responsabilizava o governador Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB) pelo massacre de 111 presos no pavilhão 9 da Casa de Detenção, no Carandiru (zona norte de SP). O relatório da comissão foi concluído no começo deste ano. Ele também afirmava ser possível responsabilizar o ex- secretário da Segurança Pública, Pedro Franco de Campos, pelo massacre feito pela Polícia Militar em dois de outubro de 1992. A decisão do Conselho da OAB-SP foi tomada em setembro. Segundo a advogada Adriana de Mello Nunes, da Comissão de Direitos Humanos, os membros do Conselho entenderam que não havia na conduta do governador e na do ex- secretário nada que pudesse ser considerado crime. Adriana disse que as conclusões do relatório rejeitado eram baseadas em laudos e depoimentos de presos do pavilhão 9 e de seus familiares. "A Comissão apurou não só a responsabilidade dos PMs, mas também a de quem permitiu que essa operação existisse", disse (FSP).