Duas redes de lojas britânicas que vendem artigos fabricados com mogno do Brasil estão sujeitas a sofrer "furtos ecologicamente corretos". A iniciativa da Organização para Recuperar a Propriedade Roubada de Povos Indígenas pretende alertar para a contribuição da Grã-Bretanha, segundo maior importador de madeira da América Latina, depois dos EUA, na destruição da Floresta Amazônica. Para evitar problemas com a Justiça, os ecoladrões prometem entregar as peças roubadas à Polícia. Os alvos são as empresas Jewsons e Lathams, que têm mais de 200 lojas que vendem artigos de madeira e materiais de construção. Elas são acusadas de comprar mogno contrabandeado da Amazônia. A organização não- governamental pretende usar as peças como prova da importação ilegal para pedir à Procuradoria Geral que instaure processo contra as lojas e os contrabandistas (JB).