EMPRESAS BRASILEIRAS NA ARGENTINA

A Eat Argentina, empresa brasileira especializada em tickets de refeição, acaba de entrar no mercado argentino e já está faturando US$2 milhões com seus 300 clientes. Oferece o Eat Cheque para refeições, o Eat compras, para supermercados e o vale-combustível, conhecido como autocheque. Há um ano, o grupo vem sondando a Argentina, cujo mercado é de US$1,5 bilhão e poderá chegar a US$4 bilhões em quatro anos, mas somente em outubro se instalou oficialmente em Buenos Aires. Seus principais concorrentes no mercado argentino são a Ticket Restaurante, do grupo Accor, e a Luncheon Ticket, mas a Eat é a primeira brasileira a atuar na Argentina. A empresa pertence à Amil, de medicina de grupo, e seus principais concorrentes são a Doctors, a Medicus e a Omint, já instaladas no Brasil. O grupo Sadia também está apostando no mercado argentino onde desde setembro do ano passado investiu US$3 milhões no desenvolvimento de marketing e está planejando investir agora em um centro de distribuição. A empresa, cujo parceiro argentino é a Granja Tres Arroyos, também está pensando em concentrar recursos de US$1,5 milhão em produtos industrializados e comercializdos. A Eat e a Sadia são duas das 100 empresas que integram o Grupo Brasil, criado em fevereiro com seis companhias. "É a parcela mais expressiva de empresas brasileiras que atuam na Argentina, com investimentos que em 1996 estão estimados em US$500 milhões a US$700 milhões, diz Dickson Tangerino, presidente do Grupo Brasil. As 100 empresas também são filiadas à Câmara de Comércio Argentino-Brasileira, mas resolveram fundar o Grupo para tornar mais ágeis os contatos e a promoção de negócios. Hoje o Grupo Brasil é o porta-voz das empresas brasileiras na Argentina, um lugar de análises e busca de soluções para problemas comuns, um centro de debates e de criação de alianças estratégicas e de integração de executivos, definem seus dirigentes. O grupo Itamarati, do empresário Olacyr de Moraes, vai inaugurar dentro de três semanas uma subsidiária em Buenos Aires. A nova empresa, uma tranding company, cuidará, em um primeiro momento, das importações de farinha de trigo que o grupo vem fazendo da Argentina, desde agosto, e das exportações de açúcar para aquele mercado, também iniciadas recentemente. "O objetivo maior, entretanto, é a criação de um braço do grupo na Argentina para levantar oportunidades de negócio naquele país e no MERCOSUL como um todo", informou o diretor do Itamarati, Antônio José Louçã Pargana. Neste ano, o grupo Itamarati deverá exportar cerca de 50 mil toneladas de açúcar para o MERCOSUL (GM).