ESTUDO AVALIA A DIFÍCIL REPRODUÇÃO DO MOGNO

A reprodução do mogno, uma das madeiras brasileiras mais valorizadas, não acontece naturalmente na natureza. Sua reprodução depende de eventos catastróficos, como furacões, incêndios e inundações, de acordo com um trabalho da especialista norte-americana Laura Snook, encomendado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF). O estudo consolidou pesquisas sobre o mogno de autoria de cientistas brasileiros e estrangeiros. Segundo o estudo, que será divulgado hoje na 9a. Conferência da Convenção Internacional de Comércio de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES), em Fort Lauderdade, Flórida (EUA), a maioria das árvores de mogno brasileiras nasceu na mesma época, há 400 anos, e desde então quase não se reproduziram. Isso porque elas dependem das catástrofes, que abrem clareiras ensolaradas, onde a única árvore que germina é o mogno. Essas árvores vivem durante séculos, mas não se reproduzem até que ocorra outra catástrofe natural. As árvores jovens de mogno precisam de muita luz para crescer, e a sombra dos mognos adultos e de outras árvores impedem seu desenvolvimento. Ao longo dos séculos, muitas árvores de mogno morrem e a densidade média cai para uma árvore por hectare. Mas as manchas de mogno, que se estendem por centenas de quilômetros, conservam sua característica básica: concentração da espécie em algumas regiões. São árvores que não se reproduzem e possuem todas as mesma idade (GM).